Sempre fui passiva, pacifista, romântica desorientada e idealista. Achei que as coisas poderiam se resolver
com o meu silêncio e sempre fui resistente à minha própria ira.
Dai, eu sofri..... sofri com as grosserias, com os desrespeito... sofri por não me entedenderem...
sofri por não me entender em certas situações....
Desde então, passei a fazer sem esperar nada em troca.
Em troca disso, fiz tudo por fazer...
Disse que mudaria, mas de contrário, tornei-me amarga e agi igualmente aos meus inimigos, fui grosseira e desleal com as pessoas que eu deveria amar.
Desde então, passei a questionar as imposições da vida....
Simplesmente você nasce em um mundo que te oferece tudo, menos felicidade
Você então deve estudar, trabalhar, honrar pai e mãe e finalmente se casar e dai então, você deve ter filhos e isso é uma família...
Você desenvolve um amor impositivo, e então cria uma proteção maternal como a que sua mãe criou sobre você, que nada mais é do que mais um desejo humano de ter controle de alguma coisa, de ser líder da vida alheia...
Passei a questionar as amizades, passei a olhar com um olhar frio e prático as relações humanas... Somos inteiramente egoístas
Nos envolvemos por interesses diversos.... interesse de não ficar sozinho, interesse de se testar, de testar, interesses sociais, interesses profissionais... sempre interesses.
Me desencantei ao perceber que não existe relação pura
A mãe protege e educa o filho, porque o seu fracasso é o fracasso no modo como o educou, o amigo te ajuda porque conta com um braço amigo para os próximos problemas.....
E assim as pessoas se decepcionam..... porque cada um recepciona as fragilidades alheias de uma forma... uns oferecem ajuda com palavras firmes, outros com atitudes valiosas.... e uma grande maioria com um "ah, não fica assim, vai dar certo". Quem nega não ser ajuda? Vivemos em um munod que não há manual, mas as coisas se firmam em resultados práticos. Tempo! Grande rebatedor das questões da vida.
Mas mesmo assim, agimos como se todos fossem iguais.... e nos decepcionamos...
Somos tão ingênuos em fazer esperando algo em troca....
Malhamos nosso coração ao contrário. E nos machucamos com nossas próprias espectativas.
Descobri que deixei tanto que me machucassem que virei espectadora das minhas próprias causas, uma marionete onde orgulhos e preconceitos alheios coordenavam meus movimentos.
Descobri uma fragilidade tão alarmante que estava corroendo minhas forças.
Percebi que minha coragem estava toda camuflada num rosto de menina indefesa... Eu identifiquei que meu erro foi me proteger com minhas fraquezas, foi de trabalhar a pena dos outros ao meu favor, foi de permitir que invadam minha vida com imposições tão superficiais, do tipo de gente que não sabe o que diz, porque não sabe sobre o que está falando...
Sou obscura para mim mesma, descobri que mal me conheço porqque não me permito sair de casa todos os dias.
Me tranco dentro de mim...
E sai apenas uma menina com medo de pensar e agir certo, porque se agir, derruba muita gente que se sustenta na sua leveza falsa...
Se os mal feitores são "lobos em pele de cordeiro", o tipo de gente como eu é um "dinossauro em corpo de borboleta".
Depois de tanto tempo presa nos meus medos bobos, que etram e colisão com minha própria coragem e história de vida, me encontro tão triste, mas tão triste.... Parece um final de história com a frase "sem saída". Sinto dor no coração, medo de pesar em soluções...
Eu queria que não houvesse árvore genealógica, pessoas que importam e nem nada que me prenda... Eu queria fugir com o rabo entre as pernas.... feito um covarde! Covarde triste e cheio de ardor na alma, covarde que vive vazios por medo de dizer sim e não na sua hora certa. [sua]
Vazios que não são completados por se preocupar com o que os outros vão achar.
Queria me jogar no mundo feito mercadoria... Listar todos os paladares, paisagens, etnias, religiões, ideologia... Não quero gente perto de mim, elas me magoam... Não porque são más, mas porque não posso com suas vontades, mas porque eu recebo seus egos como reis e rainhas do meu ser.
Por isso não me prender....
Quero pessoas, mas pessoas diversas, milhares e de todo tipo... Uma por vez, infinitas e esquecíveis....
Quanto a mim, quero ser pequenas lembranças e partir....
Não quero guardar nomes, retratos, promessas, e nem esperanças... Quero permanecer como eu vim ao mundo: eu e eu mesma.
Ali sozinha, no marco zero do primeiro suspir.... pura e inocente para receber a vida...
u estou tão arrependida da forma que vivi por anos... Por ter sido um Baiacu sem veneno... por amarzenar
somente em meu corpo todas as minhas mágoas... Não fui verdadeira comigo mesma.... me traí várias vezes. E essa falta de verdade me mata!
Tentei olhar as coisas de maneira racional, e consegui fingir muito bem. Acotence que toda encenação chega ao fim.
Estou uma louca arrependida, pronta para explodir.
Queria morrer hoje e nascer de novo. Com a pureza de um corpo nú aguardando com unhas e dentes o que o mundo tem para oferecer.
Queria nascer de novo e ser mais Ousada, mais Boca Dura, Mais dura na queda, mais resistente a qualquer gente sem coração..... Ser mais forte com as com coração.
Brigar não só por o que eu quero ser, mas por o que quero que achem que sou.
Estou arrependida de ter deixado de apresentar minha ira, minha raiva e minha opinião.
Hoje vou morrer e nascer oposto. Morrer de maneira literal, nesse palco teatral da vida cotidiana..."
Observação Universal
"Quando alguém pergunta pro autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro." [Mário Quintana]
domingo
sábado
Imoralmente moral
Gastamos tanto de nós
com gente insignificante
Fazemos por dinheiro
Por necessidade social
Fazemos isso por nós mesmos
de uma forma visceral
Lei da Selva e Sobrevivência
Somos prostitutos civis.
com gente insignificante
Fazemos por dinheiro
Por necessidade social
Fazemos isso por nós mesmos
de uma forma visceral
Lei da Selva e Sobrevivência
Somos prostitutos civis.
domingo
Procura-se Você
Procura-se a tal da felicidade
Ela surge e desaparece tão rápido
[Provocante]
E esses sumiços tão casuais e repentinos
Nos deixam ainda mais obsecados pela sua estabilidade, pelas suas sensações
[irresistível]
Ela é aquele riso incontrolável
Aquela vontade de beijar na boca
A gentileza à flor da pele
A essência da liberdade
Aquele abraço apertado que procede a saudade
As lágrimas após uma boa notícia...
Ela é aquele frio na barriga da primeira vez das coisas
é a ansiedade antes de dormir para os desafios do dia seguinte
Aquela empolgação das paqueras
O almoço de domingo com a família
A vontade de mudar a ordem das coisas
[aquele desejo incontrolável de vencer]
Ou de deixar tudo como está.
Algo que nos otimiza a acreditar em bons dias...
É aquela vontade de ir trabalhar ouvindo música
A felicidade não vem e some assim
Ela não fica ausente, ela muda a forma
Ser feliz é o eterno estado de ser
O que vem [intenso] e vai [dolorido]
É a tal da alegria...
Eis que o estado de estar
A alegria depende das coisas
Depende dos sim’s, dos momentos, das escolhas
O maior medo é que ser feliz depende da gente
Ser feliz é subjetivo
É estar afim de viver
Acho então que felicidade é amar à si mesmo, a ponto de ser quase aut suficiente
Nada atinge a felicidade e seu escudo, o amor....
simples e complicado
Ser feliz é dizer:
“Estou focado em resolver meus doces problemas”
Ela surge e desaparece tão rápido
[Provocante]
E esses sumiços tão casuais e repentinos
Nos deixam ainda mais obsecados pela sua estabilidade, pelas suas sensações
[irresistível]
Ela é aquele riso incontrolável
Aquela vontade de beijar na boca
A gentileza à flor da pele
A essência da liberdade
Aquele abraço apertado que procede a saudade
As lágrimas após uma boa notícia...
Ela é aquele frio na barriga da primeira vez das coisas
é a ansiedade antes de dormir para os desafios do dia seguinte
Aquela empolgação das paqueras
O almoço de domingo com a família
A vontade de mudar a ordem das coisas
[aquele desejo incontrolável de vencer]
Ou de deixar tudo como está.
Algo que nos otimiza a acreditar em bons dias...
É aquela vontade de ir trabalhar ouvindo música
A felicidade não vem e some assim
Ela não fica ausente, ela muda a forma
Ser feliz é o eterno estado de ser
O que vem [intenso] e vai [dolorido]
É a tal da alegria...
Eis que o estado de estar
A alegria depende das coisas
Depende dos sim’s, dos momentos, das escolhas
O maior medo é que ser feliz depende da gente
Ser feliz é subjetivo
É estar afim de viver
Acho então que felicidade é amar à si mesmo, a ponto de ser quase aut suficiente
Nada atinge a felicidade e seu escudo, o amor....
simples e complicado
Ser feliz é dizer:
“Estou focado em resolver meus doces problemas”
segunda-feira
Um Descaminho
Hoje não vou adiante
vou parar por um instante...
admirar os mínimos prazeres da vida
e com profundidade a paz de um segundo...
Será possível ser feliz sem ter nada?
Será que pode a felicidade ter intenções?
Vou fingir ser desapegada....
Caminhar no limbo, sem querer mais nada
Contentar com a respiração....
Esquecer dos sonhos e dos problemas
ignorar a realidade
Eu, por um instante vou fingr que da vida
eu só quero
Viver de Amor, cinema novo e marlboro light.
vou parar por um instante...
admirar os mínimos prazeres da vida
e com profundidade a paz de um segundo...
Será possível ser feliz sem ter nada?
Será que pode a felicidade ter intenções?
Vou fingir ser desapegada....
Caminhar no limbo, sem querer mais nada
Contentar com a respiração....
Esquecer dos sonhos e dos problemas
ignorar a realidade
Eu, por um instante vou fingr que da vida
eu só quero
Viver de Amor, cinema novo e marlboro light.
Rebeldia fadigada?
Poetético
O cenário era a vista da janela de ônibus
no conforto de uma música
[bem particular]...
encravada em meus ouvidos
penetrante, comprenetada.
aquela paz cotidiana e convencional
de quem vive rotina, de cidade industrial
até a violência agressiva da compreensão tocar a retina...
Dor de saber, dor de não agir,
dor de não sentirem...
do lado de fora...
na calçada (no frio da cidade grande)
um homem senta-se ao chão
olhos fechados, boquiaberta
(quase babando)
mãos apoiando o tronco
pernas abandonadas
corpo todo coberto de trapos e maltrapilhos...
indigente ou coisa nenhuma
(verme!)
As outras gentes que se dizem gente
olham como eu...
sentem (talvez), e não reagem
Indiferente! - indigente que se diz gente...
como um cão adoecido fica esquecido, quase invisivel...
e o juízo de valor se manifesta
entre sentenças de poucas linhas...
Quando pobre:
vagabundo
quando rico:
mal agradecido...
"Deixa ele, está drogado...
Bêbado safado..."
Perdemos a humanidade...
Hoje em dia são Valores,
de uma certa rentabilidade
conformidade, um conforto...
Esses sim são praticados...
Diga-me
quanto custa a humanidade?
A generosidade?
Não custa nada!
é... não custa nada...
talvez por isso é que não podem ver
Pessoas dormindo no chão...
Pessoas que pedem água...
que querem pão...
São pessoas, são crianças...
morrerão de frio nesse inverno
e no calor ficarão desidratadas...
são zumbis...
lesadas por uma pedra de crack
sim ou não...
Desvalorizamos seres humanos que se desvalorizaram...
Trágico!
Prosseguimos... veja:
estamos todos morrendo de infelicidade!
no conforto de uma música
[bem particular]...
encravada em meus ouvidos
penetrante, comprenetada.
aquela paz cotidiana e convencional
de quem vive rotina, de cidade industrial
até a violência agressiva da compreensão tocar a retina...
Dor de saber, dor de não agir,
dor de não sentirem...
do lado de fora...
na calçada (no frio da cidade grande)
um homem senta-se ao chão
olhos fechados, boquiaberta
(quase babando)
mãos apoiando o tronco
pernas abandonadas
corpo todo coberto de trapos e maltrapilhos...
indigente ou coisa nenhuma
(verme!)
As outras gentes que se dizem gente
olham como eu...
sentem (talvez), e não reagem
Indiferente! - indigente que se diz gente...
como um cão adoecido fica esquecido, quase invisivel...
e o juízo de valor se manifesta
entre sentenças de poucas linhas...
Quando pobre:
vagabundo
quando rico:
mal agradecido...
"Deixa ele, está drogado...
Bêbado safado..."
Perdemos a humanidade...
Hoje em dia são Valores,
de uma certa rentabilidade
conformidade, um conforto...
Esses sim são praticados...
Diga-me
quanto custa a humanidade?
A generosidade?
Não custa nada!
é... não custa nada...
talvez por isso é que não podem ver
Pessoas dormindo no chão...
Pessoas que pedem água...
que querem pão...
São pessoas, são crianças...
morrerão de frio nesse inverno
e no calor ficarão desidratadas...
são zumbis...
lesadas por uma pedra de crack
sim ou não...
Desvalorizamos seres humanos que se desvalorizaram...
Trágico!
Prosseguimos... veja:
estamos todos morrendo de infelicidade!
domingo
Do outro lado da porta
Passa quase que por despercebido...
Quando não é a gente que passa...
Por aquilo que não foi correspondido!
Tão incompreensível...
Como um imortal afiado
De veneno e perigo...
Somos donos do jogo
A bola da vez...
Senhores do Destino
Daí então, quando chega a nossa vez...
De estar do outro lado...
Tornamo-nos vulneráveis...
Solitários, intolerantes à falta de reciprocidade...
Amamos de olhos fechados, sem olhar pra trás
Sem olhar p’ra nada...
Somos agora escravos...
Donos de um sentimento unilateral e inconveniente...
De um lado da porta, do outro lado...
sempre vítimas...
com certas peculiaridades:
De um lado somos fortes e implacáveis: amam-nos, nos amam
Aclamamos com autoridade...
Do outro, somos tristeza e poesia: quero-te, te quero...
Imploramos com sinceridade...
Não há romance, por não haver misericórdia, por não haver tragédia!
Travam o não e o sim uma batalha...
Invencível são os sentimentos...
Sentimentos opostos e aflitos
O lado do rio pesa, pondera... medo de estar errado!
Medo de ser malvado, medo de passar por isso...
O outro lado do rio chora, questiona... não tem medo...
Está na batalha... pela conquista!
Somos todos carnes mortíferas, sólidas e sozinhas...
Que quando aflora... sente calafrios
Quer ter a certeza de que não está sozinho...
Mas uma hora, numa flechada de sorte do cupido...
Acha-se – agarram-se e se soltam....
P’ra sofrer tudo outra vez...
Essa vida vulga ingrata...
Quer da gente é espírito de aventura
Para rir e chorar quando fora a hora....
De fazer valer a pena a dor e a alegria
De amar,
Desamar...
Criar sentimentos....
Desvendar o acaso....
Desvendar o acaso....
Desse infinito colateral.
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