"Eu! Eu que me pensei mago ou anjo, dispensado de qualquer moral, me vi caído no chão, com um dever a buscar, e a realidade rogosa para abraçar!
Camponês!/'
[...]
"Não lamento minha velha parte de alegria divina: o ar sóbrio desse campo acre alimenta muito ativamente meu atroz ceticismo. Mas, como esse ceticismo não pode agir atualmente, e como aliás, me dediquei a uma nova perturbação - espero me tornar um bem malvado louco."
[...]
Rimbaud.
Observação Universal
"Quando alguém pergunta pro autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro." [Mário Quintana]
domingo
Camões em seu 10 de Junho
"No mundo quis o Tempo que se achasse O bem que por acerto ou sorte vinha; E, por exprimentar que dita tinha, Quis que a Fortuna em mim se exprimentasse. [...]"
Os Sonhadores
Sonhos surgem de uma realidade desconfortável
Planos são idealizados com a racionalidade de uma idealista
Oportunismo é a crueldade que o mundo compartilha
Redondamente cruel
Viver é sonhar cada passo e ao mesmo tempo não fugir da realidade
É difícil...
Sacrifícios, Força, Determinação, Dificuldades...
É fechar os olhos e deixá-los abertos ao mesmo tempo....
É sentir a dor com a esperança de um dia achar a cura...
Ser forte, ser firme... Ser o lutador que a vida exige.
E além disso, é preciso identificar os lobos...
os grandes homens maus, em suas maiorias
Oportunistas, invejosos, egoístas... de todo o tipo e por toda parte...
Medo, confusão, delírio... Sabedoria para não enlouquecer e buscar a morte...
Ser homem é mais difícil do que ser qualquer animal em qualquer ambiente...
Ao invés de garras, temos ideias macabras, desejos sombrios
e a capacidade instrumental de arquitetar a destruição...
Somos inimigos de nossos irmãos... Ai de quem não saiba.
Ai de quem acredite em todos os sorrisos...
Ai de quem apenas sonhe, lute, sofra e tenha esperança
Mesmo sem fazer o mal é preciso entender o mal
É preciso nunca duvidar de sua existência.
Digo mais: É preciso saber que a maldade é maior que a bondade.
Acho que a bondade é tímida, a bondade é preguiçosa.
Essa vida insana exige esperança e sabedoria
E uma pitadinha de sorte.
Que os sonhadores não desistam...
Desse mundo onde as batalhas não passam de conflito de valores.
Coragem, amigos.
Meus pesares ao casal de sonhadores, brutalmente assassinados.
Planos são idealizados com a racionalidade de uma idealista
Oportunismo é a crueldade que o mundo compartilha
Redondamente cruel
Viver é sonhar cada passo e ao mesmo tempo não fugir da realidade
É difícil...
Sacrifícios, Força, Determinação, Dificuldades...
É fechar os olhos e deixá-los abertos ao mesmo tempo....
É sentir a dor com a esperança de um dia achar a cura...
Ser forte, ser firme... Ser o lutador que a vida exige.
E além disso, é preciso identificar os lobos...
os grandes homens maus, em suas maiorias
Oportunistas, invejosos, egoístas... de todo o tipo e por toda parte...
Medo, confusão, delírio... Sabedoria para não enlouquecer e buscar a morte...
Ser homem é mais difícil do que ser qualquer animal em qualquer ambiente...
Ao invés de garras, temos ideias macabras, desejos sombrios
e a capacidade instrumental de arquitetar a destruição...
Somos inimigos de nossos irmãos... Ai de quem não saiba.
Ai de quem acredite em todos os sorrisos...
Ai de quem apenas sonhe, lute, sofra e tenha esperança
Mesmo sem fazer o mal é preciso entender o mal
É preciso nunca duvidar de sua existência.
Digo mais: É preciso saber que a maldade é maior que a bondade.
Acho que a bondade é tímida, a bondade é preguiçosa.
Essa vida insana exige esperança e sabedoria
E uma pitadinha de sorte.
Que os sonhadores não desistam...
Desse mundo onde as batalhas não passam de conflito de valores.
Coragem, amigos.
Meus pesares ao casal de sonhadores, brutalmente assassinados.
ANACRÔNICO
Não me dou com o tempo
Ele erra no ponto
E eu sem jeito
me perco e não conto
Não levo jeito
de viver agendada
essa vida maluca
que de vida não é nada!
Tudo fica em planos
o "deixa para amanhã"
no amanhã que nunca nasce...
essa vida à prazo
que passa.
E passa...
Dói na alma a morte
do tic tac fúnebre em dias amargurados
das horas vazias e das pessoas solitárias
com almas agressivas que gritam e choram:
Por mais tempo! Por um tempo!
Tempo p'ra pensar no tempo.
Assim...
Ele erra no ponto
E eu sem jeito
me perco e não conto
Não levo jeito
de viver agendada
essa vida maluca
que de vida não é nada!
Tudo fica em planos
o "deixa para amanhã"
no amanhã que nunca nasce...
essa vida à prazo
que passa.
E passa...
Dói na alma a morte
do tic tac fúnebre em dias amargurados
das horas vazias e das pessoas solitárias
com almas agressivas que gritam e choram:
Por mais tempo! Por um tempo!
Tempo p'ra pensar no tempo.
Assim...
Carta suicida do Eu lírico
Sempre fui passiva, pacifista, romântica desorientada e idealista. Achei que as coisas poderiam se resolver
com o meu silêncio e sempre fui resistente à minha própria ira.
Dai, eu sofri..... sofri com as grosserias, com os desrespeito... sofri por não me entedenderem...
sofri por não me entender em certas situações....
Desde então, passei a fazer sem esperar nada em troca.
Em troca disso, fiz tudo por fazer...
Disse que mudaria, mas de contrário, tornei-me amarga e agi igualmente aos meus inimigos, fui grosseira e desleal com as pessoas que eu deveria amar.
Desde então, passei a questionar as imposições da vida....
Simplesmente você nasce em um mundo que te oferece tudo, menos felicidade
Você então deve estudar, trabalhar, honrar pai e mãe e finalmente se casar e dai então, você deve ter filhos e isso é uma família...
Você desenvolve um amor impositivo, e então cria uma proteção maternal como a que sua mãe criou sobre você, que nada mais é do que mais um desejo humano de ter controle de alguma coisa, de ser líder da vida alheia...
Passei a questionar as amizades, passei a olhar com um olhar frio e prático as relações humanas... Somos inteiramente egoístas
Nos envolvemos por interesses diversos.... interesse de não ficar sozinho, interesse de se testar, de testar, interesses sociais, interesses profissionais... sempre interesses.
Me desencantei ao perceber que não existe relação pura
A mãe protege e educa o filho, porque o seu fracasso é o fracasso no modo como o educou, o amigo te ajuda porque conta com um braço amigo para os próximos problemas.....
E assim as pessoas se decepcionam..... porque cada um recepciona as fragilidades alheias de uma forma... uns oferecem ajuda com palavras firmes, outros com atitudes valiosas.... e uma grande maioria com um "ah, não fica assim, vai dar certo". Quem nega não ser ajuda? Vivemos em um munod que não há manual, mas as coisas se firmam em resultados práticos. Tempo! Grande rebatedor das questões da vida.
Mas mesmo assim, agimos como se todos fossem iguais.... e nos decepcionamos...
Somos tão ingênuos em fazer esperando algo em troca....
Malhamos nosso coração ao contrário. E nos machucamos com nossas próprias espectativas.
Descobri que deixei tanto que me machucassem que virei espectadora das minhas próprias causas, uma marionete onde orgulhos e preconceitos alheios coordenavam meus movimentos.
Descobri uma fragilidade tão alarmante que estava corroendo minhas forças.
Percebi que minha coragem estava toda camuflada num rosto de menina indefesa... Eu identifiquei que meu erro foi me proteger com minhas fraquezas, foi de trabalhar a pena dos outros ao meu favor, foi de permitir que invadam minha vida com imposições tão superficiais, do tipo de gente que não sabe o que diz, porque não sabe sobre o que está falando...
Sou obscura para mim mesma, descobri que mal me conheço porqque não me permito sair de casa todos os dias.
Me tranco dentro de mim...
E sai apenas uma menina com medo de pensar e agir certo, porque se agir, derruba muita gente que se sustenta na sua leveza falsa...
Se os mal feitores são "lobos em pele de cordeiro", o tipo de gente como eu é um "dinossauro em corpo de borboleta".
Depois de tanto tempo presa nos meus medos bobos, que etram e colisão com minha própria coragem e história de vida, me encontro tão triste, mas tão triste.... Parece um final de história com a frase "sem saída". Sinto dor no coração, medo de pesar em soluções...
Eu queria que não houvesse árvore genealógica, pessoas que importam e nem nada que me prenda... Eu queria fugir com o rabo entre as pernas.... feito um covarde! Covarde triste e cheio de ardor na alma, covarde que vive vazios por medo de dizer sim e não na sua hora certa. [sua]
Vazios que não são completados por se preocupar com o que os outros vão achar.
Queria me jogar no mundo feito mercadoria... Listar todos os paladares, paisagens, etnias, religiões, ideologia... Não quero gente perto de mim, elas me magoam... Não porque são más, mas porque não posso com suas vontades, mas porque eu recebo seus egos como reis e rainhas do meu ser.
Por isso não me prender....
Quero pessoas, mas pessoas diversas, milhares e de todo tipo... Uma por vez, infinitas e esquecíveis....
Quanto a mim, quero ser pequenas lembranças e partir....
Não quero guardar nomes, retratos, promessas, e nem esperanças... Quero permanecer como eu vim ao mundo: eu e eu mesma.
Ali sozinha, no marco zero do primeiro suspir.... pura e inocente para receber a vida...
u estou tão arrependida da forma que vivi por anos... Por ter sido um Baiacu sem veneno... por amarzenar
somente em meu corpo todas as minhas mágoas... Não fui verdadeira comigo mesma.... me traí várias vezes. E essa falta de verdade me mata!
Tentei olhar as coisas de maneira racional, e consegui fingir muito bem. Acotence que toda encenação chega ao fim.
Estou uma louca arrependida, pronta para explodir.
Queria morrer hoje e nascer de novo. Com a pureza de um corpo nú aguardando com unhas e dentes o que o mundo tem para oferecer.
Queria nascer de novo e ser mais Ousada, mais Boca Dura, Mais dura na queda, mais resistente a qualquer gente sem coração..... Ser mais forte com as com coração.
Brigar não só por o que eu quero ser, mas por o que quero que achem que sou.
Estou arrependida de ter deixado de apresentar minha ira, minha raiva e minha opinião.
Hoje vou morrer e nascer oposto. Morrer de maneira literal, nesse palco teatral da vida cotidiana..."
com o meu silêncio e sempre fui resistente à minha própria ira.
Dai, eu sofri..... sofri com as grosserias, com os desrespeito... sofri por não me entedenderem...
sofri por não me entender em certas situações....
Desde então, passei a fazer sem esperar nada em troca.
Em troca disso, fiz tudo por fazer...
Disse que mudaria, mas de contrário, tornei-me amarga e agi igualmente aos meus inimigos, fui grosseira e desleal com as pessoas que eu deveria amar.
Desde então, passei a questionar as imposições da vida....
Simplesmente você nasce em um mundo que te oferece tudo, menos felicidade
Você então deve estudar, trabalhar, honrar pai e mãe e finalmente se casar e dai então, você deve ter filhos e isso é uma família...
Você desenvolve um amor impositivo, e então cria uma proteção maternal como a que sua mãe criou sobre você, que nada mais é do que mais um desejo humano de ter controle de alguma coisa, de ser líder da vida alheia...
Passei a questionar as amizades, passei a olhar com um olhar frio e prático as relações humanas... Somos inteiramente egoístas
Nos envolvemos por interesses diversos.... interesse de não ficar sozinho, interesse de se testar, de testar, interesses sociais, interesses profissionais... sempre interesses.
Me desencantei ao perceber que não existe relação pura
A mãe protege e educa o filho, porque o seu fracasso é o fracasso no modo como o educou, o amigo te ajuda porque conta com um braço amigo para os próximos problemas.....
E assim as pessoas se decepcionam..... porque cada um recepciona as fragilidades alheias de uma forma... uns oferecem ajuda com palavras firmes, outros com atitudes valiosas.... e uma grande maioria com um "ah, não fica assim, vai dar certo". Quem nega não ser ajuda? Vivemos em um munod que não há manual, mas as coisas se firmam em resultados práticos. Tempo! Grande rebatedor das questões da vida.
Mas mesmo assim, agimos como se todos fossem iguais.... e nos decepcionamos...
Somos tão ingênuos em fazer esperando algo em troca....
Malhamos nosso coração ao contrário. E nos machucamos com nossas próprias espectativas.
Descobri que deixei tanto que me machucassem que virei espectadora das minhas próprias causas, uma marionete onde orgulhos e preconceitos alheios coordenavam meus movimentos.
Descobri uma fragilidade tão alarmante que estava corroendo minhas forças.
Percebi que minha coragem estava toda camuflada num rosto de menina indefesa... Eu identifiquei que meu erro foi me proteger com minhas fraquezas, foi de trabalhar a pena dos outros ao meu favor, foi de permitir que invadam minha vida com imposições tão superficiais, do tipo de gente que não sabe o que diz, porque não sabe sobre o que está falando...
Sou obscura para mim mesma, descobri que mal me conheço porqque não me permito sair de casa todos os dias.
Me tranco dentro de mim...
E sai apenas uma menina com medo de pensar e agir certo, porque se agir, derruba muita gente que se sustenta na sua leveza falsa...
Se os mal feitores são "lobos em pele de cordeiro", o tipo de gente como eu é um "dinossauro em corpo de borboleta".
Depois de tanto tempo presa nos meus medos bobos, que etram e colisão com minha própria coragem e história de vida, me encontro tão triste, mas tão triste.... Parece um final de história com a frase "sem saída". Sinto dor no coração, medo de pesar em soluções...
Eu queria que não houvesse árvore genealógica, pessoas que importam e nem nada que me prenda... Eu queria fugir com o rabo entre as pernas.... feito um covarde! Covarde triste e cheio de ardor na alma, covarde que vive vazios por medo de dizer sim e não na sua hora certa. [sua]
Vazios que não são completados por se preocupar com o que os outros vão achar.
Queria me jogar no mundo feito mercadoria... Listar todos os paladares, paisagens, etnias, religiões, ideologia... Não quero gente perto de mim, elas me magoam... Não porque são más, mas porque não posso com suas vontades, mas porque eu recebo seus egos como reis e rainhas do meu ser.
Por isso não me prender....
Quero pessoas, mas pessoas diversas, milhares e de todo tipo... Uma por vez, infinitas e esquecíveis....
Quanto a mim, quero ser pequenas lembranças e partir....
Não quero guardar nomes, retratos, promessas, e nem esperanças... Quero permanecer como eu vim ao mundo: eu e eu mesma.
Ali sozinha, no marco zero do primeiro suspir.... pura e inocente para receber a vida...
u estou tão arrependida da forma que vivi por anos... Por ter sido um Baiacu sem veneno... por amarzenar
somente em meu corpo todas as minhas mágoas... Não fui verdadeira comigo mesma.... me traí várias vezes. E essa falta de verdade me mata!
Tentei olhar as coisas de maneira racional, e consegui fingir muito bem. Acotence que toda encenação chega ao fim.
Estou uma louca arrependida, pronta para explodir.
Queria morrer hoje e nascer de novo. Com a pureza de um corpo nú aguardando com unhas e dentes o que o mundo tem para oferecer.
Queria nascer de novo e ser mais Ousada, mais Boca Dura, Mais dura na queda, mais resistente a qualquer gente sem coração..... Ser mais forte com as com coração.
Brigar não só por o que eu quero ser, mas por o que quero que achem que sou.
Estou arrependida de ter deixado de apresentar minha ira, minha raiva e minha opinião.
Hoje vou morrer e nascer oposto. Morrer de maneira literal, nesse palco teatral da vida cotidiana..."
sábado
Imoralmente moral
Gastamos tanto de nós
com gente insignificante
Fazemos por dinheiro
Por necessidade social
Fazemos isso por nós mesmos
de uma forma visceral
Lei da Selva e Sobrevivência
Somos prostitutos civis.
com gente insignificante
Fazemos por dinheiro
Por necessidade social
Fazemos isso por nós mesmos
de uma forma visceral
Lei da Selva e Sobrevivência
Somos prostitutos civis.
domingo
Procura-se Você
Procura-se a tal da felicidade
Ela surge e desaparece tão rápido
[Provocante]
E esses sumiços tão casuais e repentinos
Nos deixam ainda mais obsecados pela sua estabilidade, pelas suas sensações
[irresistível]
Ela é aquele riso incontrolável
Aquela vontade de beijar na boca
A gentileza à flor da pele
A essência da liberdade
Aquele abraço apertado que procede a saudade
As lágrimas após uma boa notícia...
Ela é aquele frio na barriga da primeira vez das coisas
é a ansiedade antes de dormir para os desafios do dia seguinte
Aquela empolgação das paqueras
O almoço de domingo com a família
A vontade de mudar a ordem das coisas
[aquele desejo incontrolável de vencer]
Ou de deixar tudo como está.
Algo que nos otimiza a acreditar em bons dias...
É aquela vontade de ir trabalhar ouvindo música
A felicidade não vem e some assim
Ela não fica ausente, ela muda a forma
Ser feliz é o eterno estado de ser
O que vem [intenso] e vai [dolorido]
É a tal da alegria...
Eis que o estado de estar
A alegria depende das coisas
Depende dos sim’s, dos momentos, das escolhas
O maior medo é que ser feliz depende da gente
Ser feliz é subjetivo
É estar afim de viver
Acho então que felicidade é amar à si mesmo, a ponto de ser quase aut suficiente
Nada atinge a felicidade e seu escudo, o amor....
simples e complicado
Ser feliz é dizer:
“Estou focado em resolver meus doces problemas”
Ela surge e desaparece tão rápido
[Provocante]
E esses sumiços tão casuais e repentinos
Nos deixam ainda mais obsecados pela sua estabilidade, pelas suas sensações
[irresistível]
Ela é aquele riso incontrolável
Aquela vontade de beijar na boca
A gentileza à flor da pele
A essência da liberdade
Aquele abraço apertado que procede a saudade
As lágrimas após uma boa notícia...
Ela é aquele frio na barriga da primeira vez das coisas
é a ansiedade antes de dormir para os desafios do dia seguinte
Aquela empolgação das paqueras
O almoço de domingo com a família
A vontade de mudar a ordem das coisas
[aquele desejo incontrolável de vencer]
Ou de deixar tudo como está.
Algo que nos otimiza a acreditar em bons dias...
É aquela vontade de ir trabalhar ouvindo música
A felicidade não vem e some assim
Ela não fica ausente, ela muda a forma
Ser feliz é o eterno estado de ser
O que vem [intenso] e vai [dolorido]
É a tal da alegria...
Eis que o estado de estar
A alegria depende das coisas
Depende dos sim’s, dos momentos, das escolhas
O maior medo é que ser feliz depende da gente
Ser feliz é subjetivo
É estar afim de viver
Acho então que felicidade é amar à si mesmo, a ponto de ser quase aut suficiente
Nada atinge a felicidade e seu escudo, o amor....
simples e complicado
Ser feliz é dizer:
“Estou focado em resolver meus doces problemas”
segunda-feira
Um Descaminho
Hoje não vou adiante
vou parar por um instante...
admirar os mínimos prazeres da vida
e com profundidade a paz de um segundo...
Será possível ser feliz sem ter nada?
Será que pode a felicidade ter intenções?
Vou fingir ser desapegada....
Caminhar no limbo, sem querer mais nada
Contentar com a respiração....
Esquecer dos sonhos e dos problemas
ignorar a realidade
Eu, por um instante vou fingr que da vida
eu só quero
Viver de Amor, cinema novo e marlboro light.
vou parar por um instante...
admirar os mínimos prazeres da vida
e com profundidade a paz de um segundo...
Será possível ser feliz sem ter nada?
Será que pode a felicidade ter intenções?
Vou fingir ser desapegada....
Caminhar no limbo, sem querer mais nada
Contentar com a respiração....
Esquecer dos sonhos e dos problemas
ignorar a realidade
Eu, por um instante vou fingr que da vida
eu só quero
Viver de Amor, cinema novo e marlboro light.
Rebeldia fadigada?
Poetético
O cenário era a vista da janela de ônibus
no conforto de uma música
[bem particular]...
encravada em meus ouvidos
penetrante, comprenetada.
aquela paz cotidiana e convencional
de quem vive rotina, de cidade industrial
até a violência agressiva da compreensão tocar a retina...
Dor de saber, dor de não agir,
dor de não sentirem...
do lado de fora...
na calçada (no frio da cidade grande)
um homem senta-se ao chão
olhos fechados, boquiaberta
(quase babando)
mãos apoiando o tronco
pernas abandonadas
corpo todo coberto de trapos e maltrapilhos...
indigente ou coisa nenhuma
(verme!)
As outras gentes que se dizem gente
olham como eu...
sentem (talvez), e não reagem
Indiferente! - indigente que se diz gente...
como um cão adoecido fica esquecido, quase invisivel...
e o juízo de valor se manifesta
entre sentenças de poucas linhas...
Quando pobre:
vagabundo
quando rico:
mal agradecido...
"Deixa ele, está drogado...
Bêbado safado..."
Perdemos a humanidade...
Hoje em dia são Valores,
de uma certa rentabilidade
conformidade, um conforto...
Esses sim são praticados...
Diga-me
quanto custa a humanidade?
A generosidade?
Não custa nada!
é... não custa nada...
talvez por isso é que não podem ver
Pessoas dormindo no chão...
Pessoas que pedem água...
que querem pão...
São pessoas, são crianças...
morrerão de frio nesse inverno
e no calor ficarão desidratadas...
são zumbis...
lesadas por uma pedra de crack
sim ou não...
Desvalorizamos seres humanos que se desvalorizaram...
Trágico!
Prosseguimos... veja:
estamos todos morrendo de infelicidade!
no conforto de uma música
[bem particular]...
encravada em meus ouvidos
penetrante, comprenetada.
aquela paz cotidiana e convencional
de quem vive rotina, de cidade industrial
até a violência agressiva da compreensão tocar a retina...
Dor de saber, dor de não agir,
dor de não sentirem...
do lado de fora...
na calçada (no frio da cidade grande)
um homem senta-se ao chão
olhos fechados, boquiaberta
(quase babando)
mãos apoiando o tronco
pernas abandonadas
corpo todo coberto de trapos e maltrapilhos...
indigente ou coisa nenhuma
(verme!)
As outras gentes que se dizem gente
olham como eu...
sentem (talvez), e não reagem
Indiferente! - indigente que se diz gente...
como um cão adoecido fica esquecido, quase invisivel...
e o juízo de valor se manifesta
entre sentenças de poucas linhas...
Quando pobre:
vagabundo
quando rico:
mal agradecido...
"Deixa ele, está drogado...
Bêbado safado..."
Perdemos a humanidade...
Hoje em dia são Valores,
de uma certa rentabilidade
conformidade, um conforto...
Esses sim são praticados...
Diga-me
quanto custa a humanidade?
A generosidade?
Não custa nada!
é... não custa nada...
talvez por isso é que não podem ver
Pessoas dormindo no chão...
Pessoas que pedem água...
que querem pão...
São pessoas, são crianças...
morrerão de frio nesse inverno
e no calor ficarão desidratadas...
são zumbis...
lesadas por uma pedra de crack
sim ou não...
Desvalorizamos seres humanos que se desvalorizaram...
Trágico!
Prosseguimos... veja:
estamos todos morrendo de infelicidade!
domingo
Do outro lado da porta
Passa quase que por despercebido...
Quando não é a gente que passa...
Por aquilo que não foi correspondido!
Tão incompreensível...
Como um imortal afiado
De veneno e perigo...
Somos donos do jogo
A bola da vez...
Senhores do Destino
Daí então, quando chega a nossa vez...
De estar do outro lado...
Tornamo-nos vulneráveis...
Solitários, intolerantes à falta de reciprocidade...
Amamos de olhos fechados, sem olhar pra trás
Sem olhar p’ra nada...
Somos agora escravos...
Donos de um sentimento unilateral e inconveniente...
De um lado da porta, do outro lado...
sempre vítimas...
com certas peculiaridades:
De um lado somos fortes e implacáveis: amam-nos, nos amam
Aclamamos com autoridade...
Do outro, somos tristeza e poesia: quero-te, te quero...
Imploramos com sinceridade...
Não há romance, por não haver misericórdia, por não haver tragédia!
Travam o não e o sim uma batalha...
Invencível são os sentimentos...
Sentimentos opostos e aflitos
O lado do rio pesa, pondera... medo de estar errado!
Medo de ser malvado, medo de passar por isso...
O outro lado do rio chora, questiona... não tem medo...
Está na batalha... pela conquista!
Somos todos carnes mortíferas, sólidas e sozinhas...
Que quando aflora... sente calafrios
Quer ter a certeza de que não está sozinho...
Mas uma hora, numa flechada de sorte do cupido...
Acha-se – agarram-se e se soltam....
P’ra sofrer tudo outra vez...
Essa vida vulga ingrata...
Quer da gente é espírito de aventura
Para rir e chorar quando fora a hora....
De fazer valer a pena a dor e a alegria
De amar,
Desamar...
Criar sentimentos....
Desvendar o acaso....
Desvendar o acaso....
Desse infinito colateral.
sábado
leadership
Pior que sábado sem agito...
romance sem perigo...
tempestade sem trovão!
É um sentimento apreendido
aqueles de dar aflição...
o tal medo do não...
A sindrome do - não correspondido
viver sozinho
chorar sozinho...
calamidade interna do coração!
Triste não é o fim...
nem a ilusão
triste é o pulsar sozinho do coração
malemolência da alma
enleio da paixão
envenenamento racional
daquele que um dia
enrrugou seu coração.
romance sem perigo...
tempestade sem trovão!
É um sentimento apreendido
aqueles de dar aflição...
o tal medo do não...
A sindrome do - não correspondido
viver sozinho
chorar sozinho...
calamidade interna do coração!
Triste não é o fim...
nem a ilusão
triste é o pulsar sozinho do coração
malemolência da alma
enleio da paixão
envenenamento racional
daquele que um dia
enrrugou seu coração.
Meio desligada...
"Alguém me explica isso?
como assim pensar em você o dia inteiro...É injusto para o nosso pouco tempo de vida!
Vejo-te por segundos assim de longe e você fica
fica alheio, invade todo os meus pensamentos
desanda a minha cabeçafaz até eu "ver coisa"
Odeio sua presença no além, odeio suas visitas compulsóriase quando te vejo
odeio as borboletas que violentamente batem asas em meu estômago.
Aconteceu assim... involuntariamente
e depois, criei repercussões particulares.
para privar-me de qualquer infelicidade
[Você faz bem para mim]
até essas borboletas inconvenientespor conta da desconcentração, calafrios... e dores no peito
- fui ao médico por descuido
e ele, experiente em relações humanas
disse que meu problema é agudo...
e quase que incurável!
A dor no peito, o calafrio e a desatenção.....
faz parte daquela coisa, que hora ou outra nos assombra...boa ou ruim.. ela sempre vem!
Acho que até faz bem ficar assim:
Neste estado de estar platônico!"
Relicário I
[AMOR]
Onde vamos sem amor?
Não há caminho que se sustente.
pra que tanta ambição... pra que cobiça..
pra que guerra, pra que a luta?
Brigamos por um coração vazio...
Por um mais que querer bem...
Brigamos por um querer tudo!
querer brilho, querer ser o centro do mundo..
querer ser amado incondicionalmente...
Amor de briga, amor de sexo...
Só falamos de amor carnal!
amor de cinema...
E o amor ao próximo?
e aquele amor próprio?
Está em excesso de tanta ausência...
Não precisamos de novo amor...
amor não vem das outras pessoas...
ele acontece dentro da gente.
Deveríamos amar sem medo
Amar humanamente....
Sem esperar nada em troca...
Como mandam as escrituras...
amar com candura, amar sem limites...
Deveríamos nos doar diariamente.
foto: http://www.flickr.com/photos/fofysland/2697675071/
Um Novo ainda Velho
Toda turbulência... desânimo...
sem tempo para descanso.
2010 foi uma maratona de compromissos
mas no fim calendárico
tudo acabou bem...
bem melhor do que eu esperava.
Odeio ser parcial, trazer a mim mesma para minhas letras particulares...
gostaria de lê-las sempre alheias...
Mas hoje... hoje me vejo sem mim...
Vejo-me perdida.
Talvez seja a sensação de missão cumprida, misturada com
"tá bom, consegui! o que faço agora?"
A vida é assim mesmo... uma página por página...
um livro por livro...
dessa vez fechei um livro e vou ter que começar outro livro
tão difícil!
Difícil ficar mais velha... difícil saber que está tudo passando tão de pressa.
e o pior é que não sinto nada tão profundo...
na verdade sinto que nada me alcança...
quando sozinha quero colo...
quando com gente, me sinto absurdamente sufocada...
sendo assassinada por inconveniências.
devo ser estranha, ou apenas ser humana de mais...
Aquele bicho que erra incessantemente...
e que ama de maneira inesgotável.
Sinto vontade de chorar e não encontro uma pitadinha de tristeza...
Queria dar risadas vulgares, mas não vejo planícies de felicidade.
nem ao fim do leste
Odeio esse tempo muito ameno.
é que comigo é sempre assim:
ou tempestade ou tarde ensolarada!
Nunca estou no meio termo...
O Equilíbrio? Passou por mim e nem deu bom dia...
E não chego a ser desequilibrada...
uma bizarrice de mutação emotiva...
Ou talvez 2010 tenha me raptado
ficou comigo e não devolveu mais
já 2011? Ainda não me deu notícias...
dele só sinto as segundas-feiras...
parece que cada segundo é uma segunda-feira às seis da manhã...
Sabe? momento meio que compulsório?
você preferiria certamente estar dormindo... mas teve que acordar!
acho que era preciso eu estar ausente... se não teria escrito mais bobagens como este texto...
As gentes... Nós, pessoas, seres humanos, ditos por racionais...
gostamos das coisas sempre renovadas
é quase que divina essa sensação de novo, de renascença.
Novo ano deve sempre rimar com novidades!!!
e novidades com felicidades...
Somos assim...
Fazemos sempre promessas, pedidos...
orações e simpatias.
Eu ...pedi apenas que
o passado fique, o presente encante e futuro chegue sorrindo!
a vida é muito linda apesar de suas tristezas...
apesar de seus fracassos...
se a cada ano aprendemos algo a mais...
nesse ano eu descobri...
que na vida apesar dos tropeços, dos nãos vazios
das palavras ásperas...
I'm still unbroken.
[e digo que voltei]
sem tempo para descanso.
2010 foi uma maratona de compromissos
mas no fim calendárico
tudo acabou bem...
bem melhor do que eu esperava.
Odeio ser parcial, trazer a mim mesma para minhas letras particulares...
gostaria de lê-las sempre alheias...
Mas hoje... hoje me vejo sem mim...
Vejo-me perdida.
Talvez seja a sensação de missão cumprida, misturada com
"tá bom, consegui! o que faço agora?"
A vida é assim mesmo... uma página por página...
um livro por livro...
dessa vez fechei um livro e vou ter que começar outro livro
tão difícil!
Difícil ficar mais velha... difícil saber que está tudo passando tão de pressa.
e o pior é que não sinto nada tão profundo...
na verdade sinto que nada me alcança...
quando sozinha quero colo...
quando com gente, me sinto absurdamente sufocada...
sendo assassinada por inconveniências.
devo ser estranha, ou apenas ser humana de mais...
Aquele bicho que erra incessantemente...
e que ama de maneira inesgotável.
Sinto vontade de chorar e não encontro uma pitadinha de tristeza...
Queria dar risadas vulgares, mas não vejo planícies de felicidade.
nem ao fim do leste
Odeio esse tempo muito ameno.
é que comigo é sempre assim:
ou tempestade ou tarde ensolarada!
Nunca estou no meio termo...
O Equilíbrio? Passou por mim e nem deu bom dia...
E não chego a ser desequilibrada...
uma bizarrice de mutação emotiva...
Ou talvez 2010 tenha me raptado
ficou comigo e não devolveu mais
já 2011? Ainda não me deu notícias...
dele só sinto as segundas-feiras...
parece que cada segundo é uma segunda-feira às seis da manhã...
Sabe? momento meio que compulsório?
você preferiria certamente estar dormindo... mas teve que acordar!
acho que era preciso eu estar ausente... se não teria escrito mais bobagens como este texto...
As gentes... Nós, pessoas, seres humanos, ditos por racionais...
gostamos das coisas sempre renovadas
é quase que divina essa sensação de novo, de renascença.
Novo ano deve sempre rimar com novidades!!!
e novidades com felicidades...
Somos assim...
Fazemos sempre promessas, pedidos...
orações e simpatias.
Eu ...pedi apenas que
o passado fique, o presente encante e futuro chegue sorrindo!
a vida é muito linda apesar de suas tristezas...
apesar de seus fracassos...
se a cada ano aprendemos algo a mais...
nesse ano eu descobri...
que na vida apesar dos tropeços, dos nãos vazios
das palavras ásperas...
I'm still unbroken.
[e digo que voltei]
sexta-feira
aquele dia pretérito
[...] E eu, muleca atrevida que sempre fui, ousei ir mais longe que sonhar...
Mergulhei nesse enleio de dor e felicidade, com furacões e calmarias sonolentas e tediantes, e dias pavorosamente agitados...
Sou eu, a criadora dos meus problemas, e interprete das minhas reclamações... Eu sou a grande responsável por tudo de ruim e bom que aconteceu.
A grande culpada por hoje, por ontem... Serei culpada para sempre – com algumas excludentes de ilicitude.
Tudo por minha causa... a muleca atrevida, ousou desafiar esse mundo alheio. Tirou as pantufas e pendurou o pijama, decidi, como danada que sou: Enfrentar meus sonhos...
Posso dizer hoje que, cada lágrima e cada riso sou mais dona de mim.
Mergulhei nesse enleio de dor e felicidade, com furacões e calmarias sonolentas e tediantes, e dias pavorosamente agitados...
Sou eu, a criadora dos meus problemas, e interprete das minhas reclamações... Eu sou a grande responsável por tudo de ruim e bom que aconteceu.
A grande culpada por hoje, por ontem... Serei culpada para sempre – com algumas excludentes de ilicitude.
Tudo por minha causa... a muleca atrevida, ousou desafiar esse mundo alheio. Tirou as pantufas e pendurou o pijama, decidi, como danada que sou: Enfrentar meus sonhos...
Posso dizer hoje que, cada lágrima e cada riso sou mais dona de mim.
quarta-feira
Ai de mim
"Querer o tempo
brigar com o tempo
o tempo voa...
não do meu jeito
sem sentimento
e a vida boa?
sem tempo
contratempos
imperfeições...
malemolência
insolência do tempo ansião...
que tempo, sem tempo
mais tempo...
Um desatento buscando tempo
se machucou!
Trágico
brigar com tempo
é perda de tempo
Ai de mim, pobre mortal!
*** Relatos de um ser humano sem tempo nem pras minutas prazerosas... e a vida boa? o tempo levou!
brigar com o tempo
o tempo voa...
não do meu jeito
sem sentimento
e a vida boa?
sem tempo
contratempos
imperfeições...
malemolência
insolência do tempo ansião...
que tempo, sem tempo
mais tempo...
Um desatento buscando tempo
se machucou!
Trágico
brigar com tempo
é perda de tempo
Ai de mim, pobre mortal!
*** Relatos de um ser humano sem tempo nem pras minutas prazerosas... e a vida boa? o tempo levou!
segunda-feira
os 14 versos
um, que sonoridade das letras
dois, faz bem assim brincar com letras
três, mas pode ser arriscado
quatro, melhor passar pro lado de baixo
cinco, o que seria de mim se não fosse os versos?
seis, o que seria da vida na falta das histórias?
sete, faz mal pensar sozinho
oito, vamos dividir nossos destinos?
nove, vamos contar nossas fábulas
déz, dividir com os amigos
onze, vamos deixar o ímpar cada vez mais par
doze, encantar a vida é a arte da felicidade
treze,viver é plantar sentimentos
catorze, pronto! Tenho um soneto
treze,viver é plantar sentimentos
catorze, pronto! Tenho um soneto
Enfim,
"O Dia é calmo
com Sol, sem a ameaça da chuva
o trânsito, casual...
a rotina, normal
a vida, sem muito apetite...
mas viva, reluzente
apesar da nebulosidade
Mas por dentro...
tempestade...
chove à dias,
decretei estado de calamidade.
Tentei advertir umas pessoas
mas elas não entendem
os efeitos da tempestade implícita.
Não só chove, faz Sol...
mas a chuva não dá trela,
derrubou meu teto, tirou meu chão
começou assim do nada
por mero descuido
transbordou tudo
tudo de uma só vez
descarga de problemas, de destreza
e porque não emoção...
Ando muito à flor da pele
Ando tão flor, com pétalas em desmanche.
os incetos vem
e apreciam livremente meu néctar
já nem pedem mais licença
não sou livre, agora sou da natureza.
E chove chove sem parar...
Abandonei o que era importante
pra tratar de trabalhar
guardei em mente
guardei tudo por lá
e chove chove sem parar
transbordou rancor
despejei tristeza
deixei de ser flor, passei a ser borboleta
em busca de um lugar seguro
onde eu possa voar
mas chove chove sem parar...
A natureza é assim,
não se pode questionar,
depois da tempestade
sempre vem a calmaria.
Não é à toa que a lei da natureza
determinou com certa candura
a regra milenar
de que não há arco-íris sem chuva."
*** a melancolia também faz parte dos meus versos... Poesia são letras vivas, que riem em choram tudo ao mesmo tempo.
com Sol, sem a ameaça da chuva
o trânsito, casual...
a rotina, normal
a vida, sem muito apetite...
mas viva, reluzente
apesar da nebulosidade
Mas por dentro...
tempestade...
chove à dias,
decretei estado de calamidade.
Tentei advertir umas pessoas
mas elas não entendem
os efeitos da tempestade implícita.
Não só chove, faz Sol...
mas a chuva não dá trela,
derrubou meu teto, tirou meu chão
começou assim do nada
por mero descuido
transbordou tudo
tudo de uma só vez
descarga de problemas, de destreza
e porque não emoção...
Ando muito à flor da pele
Ando tão flor, com pétalas em desmanche.
os incetos vem
e apreciam livremente meu néctar
já nem pedem mais licença
não sou livre, agora sou da natureza.
E chove chove sem parar...
Abandonei o que era importante
pra tratar de trabalhar
guardei em mente
guardei tudo por lá
e chove chove sem parar
transbordou rancor
despejei tristeza
deixei de ser flor, passei a ser borboleta
em busca de um lugar seguro
onde eu possa voar
mas chove chove sem parar...
A natureza é assim,
não se pode questionar,
depois da tempestade
sempre vem a calmaria.
Não é à toa que a lei da natureza
determinou com certa candura
a regra milenar
de que não há arco-íris sem chuva."
*** a melancolia também faz parte dos meus versos... Poesia são letras vivas, que riem em choram tudo ao mesmo tempo.
sexta-feira
Uma Prosopopéia
Caros eleitores, diante de tanto progresso que nunca na história desse país já se viu. Diante de um sistema jurídico eficáz célere e justo, caminhando para os dizeres da equidade e justiça. Diante de serviços públicos digníssimos, eficiente e disponível à todos. Diante de cargas tributárias condizentes com o Estado (um país de todos). Podemos dizer que estamos caminhando ao Estado de Bem Estar Social, onde o artigo 5° e seus incisos serão explicitamente aplicados, onde as pessoas terão como únicos desafios da vida não mais a educação escassa, não mais os serviços de saúde insuficientes, mas terão como únicos problemas à serem superados a dificuldade de conviver com as diferenças, e a busca por progresso pessoal. Caminhamos, para um Estado neoliberal, onde não há intervenção na economia, e o estado não tem interesses financeiros, caminhamos para o sucesso do indivíduo, para a produção industrial e desenvolvimento humano. Trabalhamos um Estado que apenas se preocupa em aplicar a lei em benefício da sociedade e só intervem na relação destes quando há total interesse de solucionar conflitos inerentes da vida em sociedade.
Senhores, peço que no domingo de eleição saiam de casa com um sorriso estampado no rosto, com orgulho imensurável de ser obrigado à votar em um Estado Democrático e de Direito. Peço que votem com paixão e orgulho à pátria e que sintam-se honrados por serem de vocês onde o poder emana, nos dizeres de nossa constituição.
Mas, apesar de vivermos em um País perfeito, precisamos de mais e não podemos parar. Então vote, o progresso será o mesmo independente do gestor, do partido e idealistas. Porque senhores notem, depois da investidura o candidato deixa de ser gente, e passa a ser presidente, com seus objetivos e interesses bons ou ruins... interesses.
Senhores, peço que no domingo de eleição saiam de casa com um sorriso estampado no rosto, com orgulho imensurável de ser obrigado à votar em um Estado Democrático e de Direito. Peço que votem com paixão e orgulho à pátria e que sintam-se honrados por serem de vocês onde o poder emana, nos dizeres de nossa constituição.
Mas, apesar de vivermos em um País perfeito, precisamos de mais e não podemos parar. Então vote, o progresso será o mesmo independente do gestor, do partido e idealistas. Porque senhores notem, depois da investidura o candidato deixa de ser gente, e passa a ser presidente, com seus objetivos e interesses bons ou ruins... interesses.
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